quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Iracema Vale participa do lançamento de ações de conectividade no Maranhão


A presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputada estadual Iracema Vale, participou do lançamento de importantes ações voltadas para a ampliação da conectividade no estado. A iniciativa representa um avanço significativo na inclusão digital e no acesso à tecnologia em diversas regiões do Maranhão.

Durante o evento, foram apresentadas medidas que buscam fortalecer a infraestrutura de internet e telefonia móvel, especialmente em áreas rurais e em localidades que ainda enfrentam dificuldades de acesso à comunicação digital. Os projetos anunciados têm como foco melhorar a qualidade de vida da população, garantindo mais acesso à informação, educação, saúde e serviços públicos.

Iracema Vale destacou que investir em conectividade é investir no desenvolvimento do estado. Para a parlamentar, a ampliação do acesso à internet contribui diretamente para a redução das desigualdades sociais e abre novas oportunidades para estudantes, trabalhadores e empreendedores maranhenses.

Além dos benefícios sociais, as ações também devem impactar positivamente o turismo e a economia local, ao levar sinal de telefonia e internet a regiões estratégicas, facilitando a comunicação e fortalecendo atividades produtivas.

As iniciativas fazem parte de um esforço conjunto entre o poder público e parceiros institucionais, reafirmando o compromisso com a modernização do Maranhão e com a inclusão digital de milhares de famílias em todo o estado.

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Escândalo em Turilândia: Justiça mantém presos acusados de rombo milionário e autoriza prisão domiciliar por motivo de saúde



A Justiça do Maranhão decidiu manter a prisão preventiva da maioria dos investigados no esquema de desvio de aproximadamente R$ 56 milhões dos cofres públicos do município de Turilândia, revelado pela Operação Tântalo II, conduzida pelo Ministério Público do Estado (MP-MA). A decisão foi tomada pela 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA).

Mesmo diante de um parecer do Ministério Público favorável à revogação da prisão de alguns investigados, os desembargadores entenderam que persistem os requisitos legais para a manutenção das prisões, como o risco à ordem pública, a possibilidade de interferência nas investigações e a gravidade dos fatos apurados.

Esquema milionário e organização criminosa

De acordo com as investigações do Gaeco, o esquema funcionava por meio de fraudes em processos licitatórios, uso de empresas de fachada, direcionamento de contratos e simulação de serviços, principalmente nas áreas da Saúde, Educação e Assistência Social. O dinheiro público, segundo os investigadores, era desviado de forma sistemática entre os anos de 2021 e 2025.

Entre os investigados estão agentes políticos, servidores públicos, vereadores e empresários, apontados como integrantes de uma organização criminosa estruturada para saquear os recursos do município.

Prisão domiciliar por motivo de saúde

Na mesma decisão, a Justiça concedeu prisão domiciliar à pregoeira do município, responsável por conduzir processos licitatórios, após ficar comprovado que ela enfrenta tratamento contra um câncer. O Tribunal considerou laudos médicos que indicam a necessidade de cuidados contínuos, entendendo que a manutenção da prisão em regime fechado poderia agravar seu estado de saúde.

A servidora, no entanto, seguirá submetida a medidas cautelares, como monitoramento eletrônico e restrições de contato com outros investigados.

Repercussão e tensão institucional

O caso gerou forte repercussão no meio jurídico e político do Maranhão. A divergência entre o parecer de membros do MP e a decisão judicial provocou tensão interna no Ministério Público, evidenciando o impacto e a complexidade do processo.

Para o Tribunal, a dimensão do prejuízo aos cofres públicos e os indícios de atuação organizada justificam uma resposta firme do Judiciário, especialmente diante do histórico de corrupção que compromete serviços essenciais à população.

Investigação continua

As investigações seguem em andamento e novos desdobramentos não estão descartados. O MP-MA trabalha para aprofundar a apuração, identificar outros possíveis envolvidos e buscar a recuperação dos recursos desviados.

O escândalo em Turilândia se consolida como um dos maiores casos de corrupção municipal já investigados no Maranhão, reforçando o debate sobre controle dos gastos públicos e responsabilidade na gestão dos recursos da população.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Brandão adia decisão se sai para disputar o Senado e mantém o Maranhão refém da indefinição política para 2026

A indefinição do governador Carlos Brandão (PSB) sobre permanecer no comando do Palácio dos Leões ou renunciar para disputar o Senado Federal começa a ultrapassar o campo da estratégia política e entra no terreno da irresponsabilidade institucional. Com o calendário eleitoral de 2026 se aproximando, o Maranhão segue refém de um governo que evita assumir publicamente qual caminho pretende seguir.

Pela legislação eleitoral, Brandão precisará deixar o cargo até abril de 2026 caso queira concorrer ao Senado. No entanto, mesmo a pouco mais de um ano desse prazo, o governador insiste em alimentar o silêncio, travando articulações, paralisando decisões e criando um ambiente de incerteza dentro e fora do governo.

Indefinição que paralisa o Estado

A dúvida sobre o futuro político de Brandão não é apenas uma questão pessoal. Ela impacta diretamente a administração pública, o planejamento de médio prazo e a própria sucessão estadual. Secretários, aliados e prefeitos vivem hoje à espera de um sinal que nunca vem: Brandão fica ou sai?

Esse vácuo de comando enfraquece o governo, gera disputas internas e compromete a construção de um projeto claro para o Maranhão. A gestão passa a operar em modo de espera, enquanto a população continua cobrando respostas para problemas concretos nas áreas de saúde, infraestrutura e segurança.

Felipe Camarão no limbo político

Caso Brandão opte por disputar o Senado, o vice-governador Felipe Camarão (PT) assumiria o governo e ganharia protagonismo natural na sucessão estadual. No entanto, ao postergar a decisão, Brandão mantém Camarão em um limbo político, sem saber se será apenas coadjuvante ou protagonista do processo eleitoral.

Esse jogo de empurra desgasta alianças, gera ruídos dentro da base governista e passa a impressão de que o futuro do Estado está sendo tratado como moeda de troca em negociações de bastidores.

Cálculo eleitoral acima do interesse público

Nos corredores do poder, a leitura é clara: o governador tenta ganhar tempo, esperando pesquisas, movimentos da oposição e o cenário nacional se definirem antes de bater o martelo. O problema é que esse cálculo excessivo coloca o interesse eleitoral acima da estabilidade política e administrativa do Maranhão.

Enquanto Brandão hesita, adversários avançam, a oposição se organiza e o governo perde o controle da narrativa política.

O tempo acabou

A estratégia do silêncio, que já foi eficiente no passado, começa a mostrar sinais de esgotamento. Governar também é decidir — e decidir no tempo certo. Ao evitar uma posição clara, Brandão transfere o custo da sua hesitação para o Estado inteiro.

O Maranhão não pode esperar indefinidamente por uma decisão que é pessoal, mas cujas consequências são coletivas. O tempo acabou. Ou governa com foco até o fim, ou assume de vez o projeto eleitoral e deixa o cargo.

Reprovação no TCE-MA expõe gestão do ex-prefeito Luciano Genésio e pode tirá-lo do jogo político por anos

A decisão do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) de reprovar as contas de Luciano Genésio , referentes ao ano de 2020, não é a...